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Jogos Educacionais - Prof Ivanei Nunes

abril 19, 2005

Editor do Blog Giz Digital



A utilização de jogos com fins educacionais constituem uma prática já bastante explorada desde o surgimento das primeiras escolas infantis com Froebel, atualmente são encontrados jogos eletrônicos de todos os tipos, guerras, esportes, simuladores, mágicos, entre outros. Evidentemente alguns se distanciam totalmente de um propósito educativo sendo inclusive censurados no meio escolar, outros por sua vez, unem de forma prazerosa a diversão e o ensino.
Em seu artigo Gláucio Aranha (2003) salienta que não se trata de descartar aquilo que é impresso, incluindo os jogos impressos, mas de levar em consideração que a geração atual já nasce cercada por uma velocidade, fruto do desenvolvimento tecnológico, e que por esta razão faz-se necessário uma nova coesão entre o impresso e as tecnologias audiovisuais.
Pode-se concluir, portanto, que a utilização dos jogos eletrônicos com finalidades educativas não são essencialmente algo novo, na verdade, a diferença está apenas na forma como o jogo se apresenta, ao invés do material, o virtual. Entretanto, como deve ser o jogo eletrônico para que seja educativo? Vejamos a opinião expressada pelo autor anteriormente citado:

É importante ter em mente na elaboração de jogos eletrônicos com fins educativos que o mesmo não pode ser visto apenas pelo paradigma da emissão e recepção direta (por via de mão única), visto que este paradigma já se tornou obsoleto. O processo de produção do conhecimento não é ahistórico e imutável, como já foi visto em dado momento pelo princípio do didatismo. Seu declínio teve início com a ascensão da percepção de o indivíduo reage aos conteúdos a ele expostos, rearticulando-os, interpretando-os e os re-significando. (ARANHA, 2003).

Dentre os jogos para computador com a finalidade educacional, Kenia Kodel Cox (2003) destaca o software Sherlock, desenvolvido pelo professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e psicólogo Dr. David Carraher. A proposta deste jogo é de que o jogador assuma o papel de um detetive, descobrindo as palavras que completam os textos propostos.

Funcionando como uma espécie de jogo. O Sherlock desperta entusiasmo e pode incentivar o desenvolvimento e o aprimoramento de capacidades importantes no processo de aprendizagem de um individuo: respeito ao ritmo próprio, avaliação de erros e acertos, busca de soluções sozinho ou em grupo. ( COX apud STEFANI).

Outro exemplo de jogo educacional é citado por Armando Valente é o Rocky's Boots, um conjunto com 39 jogos concebido para crianças a partir de 9 anos, no jogo a criança constrói o seu próprio circuito computacional, posteriormente a criança poderá comprovar se o circuito construído irá auxiliá-la em outras tarefas do jogo, ou não
Os jogos citados são apenas alguns exemplos entre os muitos existentes, os jogos de uma forma geral possuem um caráter competitivo, funcionando como um gerador de situações-problema, propicias para o processo ensino-aprendizagem, nas quais o sujeito necessita coordenar diferentes pontos de vista, estabelecer relações, resolver conflitos e obter conclusões. É importante, porém, ressaltar que independente da opção do jogo a ser adotado no processo educativo a presença do professor é sempre indispensável.




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